Qual o princípio de funcionamento do Conversor para Tratamento Corona?
Trata-se de uma Fonte de Potência Transistorizada (IGBT) que converte a tensão e freqüência da rede em 10000V 30kHZ para promover a descarga elétrica sobre o material à ser tratado com uniformidade de tratamento.
O Conversor pode ser utilizado com outra Estação aplicadora que não fabricada pela CORONA BRASIL?
Sim, basta informar os dados do processo e da construção da Estação para que seja dimensionado um Conversor apropriado para a situação existente. Contudo, o rendimento do Conversor poderá ser comprometido se a Estação não estiver devidamente preservada as características iniciais (limpeza, revestimentos e ajustes).
O Conversor pode se auto ajustar à velocidade da linha?
Sim, através de um controlador de potência automático instalado como opcional.
Se ocorrer um furo no revestimento, o Conversor queima?
Não, os Conversores CORONA BRASIL estão preparados para esta situação de curto-circuito na saída de Alta Tensão, comum durante o processo de fabricação, interrompendo momentaneamente a saída de AT até que o problema seja corrigido ou desligar conforme a necessidade.
O Óleo contido no Transformador de AT deve ser substituído?
Não é recomendável a substituição do Óleo, por ser um processo que requer certos procedimentos para manuseio e eliminação de umidade bem como se evitar sua contaminação, podendo comprometer o Transformador por uma Manutenção inapropriada. Em geral, em um regime normal de trabalho em que o Transformador não ultrapasse 90°C externamente o Óleo terá a durabilidade de cerca de 10 anos. Recomendamos realizar uma revisão a cada (05) anos para aumentar a vida útil do Transformador. A troca do óleo se dá em geral quando este se perde sua transparência e a temperatura do Transformador sofre aumentos gradativos.
Como proceder a limpeza das Estações de Tratamento?
É fundamental uma limpeza periódica na Estação Aplicadora de Tratamento Corona, visando manter sua vida útil, utilizando-se de um pano levemente embebido em álcool para os suportes isolantes e revestimentos. Para isso é recomendável uma limpeza diária.
Para o Eletrodo realizar uma limpeza periódica à ser definida pela necessidade do processo utilizando-se de um decapante para alumínio e realizado fora da Estação de Tratamento. Para Estações que utilizam Eletrodos de Cerâmica utilizar também somente de álcool para sua limpeza.
Maiores informações deverão ser obtidas com nosso Departamento Técnico.
Qual a diferença entre o Eletrodo de Alumínio com Cilindro Revestido e o Eletrodo de Cerâmica e qual é o mais indicado para o meu processo?
O Eletrodo de Alumínio associa-se à um Cilindro Revestido por ter este último uma capa isolante (Camisa ou Revestimento direto no Cilindro) que atua como dielétrico com o “GAP” de ar entre a Alta Tensão e a Carcaça da Máquina aterrada.
Já o Eletrodo de Cerâmica, como o nome já diz, possui um material isolante (a própria Cerâmica) que o isola do Cilindro dispensando-se a necessidade do revestimento. O Primeiro é indicado à filmes plásticos em geral, e o segundo quando se deseja tratar filmes metálicos que poderiam ser condutores de energia elétrica. Cuidados na manutenção destes dispositivos deverão ser obtidos também junto ao nosso Depto técnico.
Por que devo instalar um Exaustor na minha Estação de Tratamento?
O Exaustor é um item de suma importância, pois além de preservar a integridade do operador, aumenta a vida útil dos componentes internos da Estação de Tratamento, retirando umidade, sujeira, resíduos de materiais, além de refrigerar todas as partes da Estação. Associa-se ao seu uso também uma melhora no rendimento do Tratamento aplicado, devido à troca do Oxigênio ionizado.
Quais são os dados que devo informar para solicitar uma cotação de equipamento mais adequado ao meu processo?
Basicamente deverá ser informado:
Velocidade de linha em metros por minuto ou produção em Kilos / hora;
Largura máxima do material à ser tratado;
Aplicação em um ou dois lados do material (frente e verso);
Materiais à serem tratados nesta Estação.
Aplicação (Extrusora; Co-extrusora; Laminadora ou outras);
Quais são os princípios do Processo do Tratamento Corona e como isso funciona?
Ver em nossa página inicial “Literatura”.
Quais são as vantagens do uso do Tratador Corona?
Em geral, o princípio de Tratamento por descarga elétrica superficial dispensa o uso de Primer e bases para Tintas de impressão, aumentando a produtividade e qualidade da impressão sendo o principal meio de Tratamento utilizados. Nos casos em que se utiliza Gás por processo de flambagem, além do exposto oferece um meio muito mais seguro e prático, além de diminuir os custos com a reposição do combustível.
Quais são as principais finalidades do Tratamento Corona?
Conforme já exposto acima, promover melhor aderência de Tintas e Vernizes em materiais plásticos e metálicos, bem como aderência entre um material e outro através de adesivos (laminação e/ou metalização).
Como posso medir o nível de Tratamento Corona?
Para tanto, utiliza-se soluções preparadas para este fim, especificadas para medição direta sobre o material tratado.
A CORONA BRASIL fabrica e comercializa Canetas para este fim em valores de 36; 38; 40 e 42 Dynas que é a unidade de força que mede este nível de tratamento superficial. Outros valores poderão também ser fabricados sob encomenda. Maiores informações quanto à sua utilização e preço poderão ser obtidas como nosso Departamento Comercial.
Tenho um equipamento que não foi fabricado pela CORONA BRASIL que está com defeito e não tenho suporte Técnico. A CORONA BRASIL presta atendimento a outras marcas?
Sim, embora não seja de nossa fabricação prestamos atendimento visando preencher esta lacuna deixada por outros fabricantes. Para tanto entrar em contato com nosso Departamento Técnico.
A CORONA BRASIL dispõe de peças para reposição e mão de obra na íntegra dos equipamentos por ela fabricados?
Sim. A fabricação é própria com Tecnologia nacional, e contamos também com uma estrutura própria que propicia atendimento personalizado além de promover palestras e treinamentos para nossos usuários e Representantes, tornando a CORONA BRASIL um ícone na prestação de serviços e atendimento ao Cliente.
Qual a distância correta entre o Eletrodo e o Cilindro de Tratamento?
Em ambos os casos quando se tem Eletrodo de Alumínio ou Cerâmica, a distância deverá ser entre 2 e 3 mm.
Quando tempo dura o Tratamento Corona e qual o nível de ajuste de potência para cada tipo de material à ser Tratado?
Não existe uma tabela específica que demonstre a relação entre o material à ser Tratado e um ajuste fixo estipulado.
Em todos os casos o Conversor é dimensionado para atender todos os níveis de Tratamento em função das variáveis do processo (material, velocidade e largura), porém a própria composição da matéria prima ou situações diferenciadas no ambiente de trabalho, como estocagem, exposição ao calor ou até mesmo manuseio podem influenciar no resultado do Tratamento, sendo necessários ajustes diferenciados porém nunca será necessário maior nível daquele para o qual o equipamento fôra projetado, exceto se houver variações que não anteriormente relatadas.
Quanto à durabilidade também não existe uma tabela definida em função das varáveis acima expostas, porém tem-se que alguns materiais como PE; BOPP e PVC podem ter uma perda de 4 dynas dentro de um período de 90 dias;
PP com uma perda deste mesmo nível em 60 dias e materiais como Poliéster e Metalizados num período ainda menor de 30 dias.
Em qualquer caso acima porém, faz-se necessários testes práticos de laboratório de acompanhamento até para que se identifique qualquer alteração no comportamento dos materiais que possam indicar uma situação anormal.
Qual a relação que existe entre um material pré-tratado e um material sem tratamento para a definição do melhor equipamento para meu processo?
Para a definição do equipamento, além das variáveis largura, velocidade de linha e tipo de material à ser tratado, deve-se levar em consideração se o material possui um tratamento inicial ou não, casos em que o usuário adquiriu o material de outras fontes ou o tenha armazenado por algum período, para tanto recomenda-se pré-verificação de laboratório a fim de se constatar se existe a tensão superficial mínima de 36 Dynas sendo que, abaixo deste valor não é considerado material pré-tratado para a maioria das aplicações.
Para aplicações em materiais sem tratamento inicial se requer projetos de máquinas de maior potência do que aquelas em que se têm o pré-tratamento e conhecido, porém é possível trabalhar com equipamentos menores desde que se permita operar em velocidades também menores para suprir esta ausência de tratamento.